PSI já cresceu 6,6% em 2025: O que está a impulsionar o mercado de ações português?

Mar 3, 2025 | Economia

O PSI terminou o mês de fevereiro com uma valorização de 4,2%, alcançando os 6.800,1 pontos, o que marca uma recuperação significativa após as quedas registadas no último trimestre de 2024. Desde o início do ano, o crescimento já foi de 6,6%.

Este desempenho positivo segue uma trajetória crescente, que se estende ao segundo mês consecutivo de 2025, contrastando com a redução acumulada de -3,7% no mesmo período de 2024, explicam os especialistas da Maxyield na sua análise ao comportamento dos mercados para o mês de fevereiro de 2025.

O mês de fevereiro foi caracterizado pelo crescimento do mercado europeu, enquanto o mercado norte-americano apresentou uma queda. O aumento mensal do PSI ocorre num contexto de queda global do mercado acionista, que registou uma diminuição de -0,8% a nível global.

A variação do PSI foi influenciada principalmente pelo desempenho das sociedades cotadas, com destaque para a NOS, que registou uma subida de 25,8%, e a Navigator, que sofreu uma queda de 7,7%.

No total, 11 empresas do PSI apresentaram aumento no valor das suas ações em fevereiro, enquanto 4 empresas registaram quedas. As ações da NOS, CTT e Sonae SGPS destacaram-se entre as que mais valorizaram. Por outro lado, empresas como a EDP Renováveis, Corticeira Amorim e Galp sofreram quedas significativas no mês.

O índice PSI continuou a manter-se dentro da faixa de variação [6300 – 7750], uma amplitude que remete para níveis atingidos há 10 anos, e encontra-se no ponto médio deste intervalo, o que reflete o potencial de valorização previsto pelos analistas de mercado com base nos fundamentos das empresas cotadas.

Em termos anuais, o PSI registou um aumento de 6,6% desde o final de 2024, destacando-se a evolução positiva das ações dos CTT, NOS e BCP, que lideram o crescimento. Apesar de uma queda no início de janeiro, o índice tem apresentado uma tendência crescente, que foi temporariamente interrompida nos últimos dois dias de fevereiro devido a reações negativas do mercado aos resultados anuais de algumas empresas, como a EDP e o BCP.

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